O alvo

Hoje resolvi que queria escrever e passar as minhas ideias para o branco. Ao passar minhas ideias em branco percebi que era como uma doação: a luz de meus pensamentos estaria sendo dada para a luz alva do papel.

Comecei a escrever. Escrevia palavras e elas também me diziam coisas, conversavam comigo, perguntavam sobre mim, sobre como me sentia, como estava levando a vida e, enfim, percebi que eram palavras gentis.

Percebi que sempre o branco estava no lugar de minhas ideias não porque eu estava sem, mas a minha mente estava pronta para ser preenchida com as palavras que o mundo poderia escrever sobre mim.

Dessa forma, o mundo conversaria consigo e se reconheceria em mim. Sons e palavras não são o mundo. Mas eu posso dizer que o mundo é paz, a junção das ideias de todas as cores. E nesse mundo colorido de paz que me inscrevo, pois minhas palavras são pinturas que ainda esperam ser traduzidas por um mundo que ainda não encontrou meios para expressar-se, claro, branco, puro, visto que o misturado é união, como um papel em ideias.

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