O deserto povoado: o dia

Sabe as coisas são espelhos … As estrelas, espelhos de nós, nós espelhos do universo …

A paisagem agora aparentemente não é variada em cor, as cores que surgem são cinzas como se não pudesse existir cor onde não há vida.

Ainda assim é preciso restaurar as cores, se o céu noturno brilha constante e além, aqui na paisagem onde a solidão é de quem nela vive e não dela, tudo pode ser considerado pura monotonia ou um convite a sermos criativos, a sermos humanos, resilientes para a construção de um mundo que não nos acompanha e nos abandona, nós somos a paisagem no caminho solitário daqueles que não querem nos perceber, nem ser conosco a variada maravilha de ser junto, esse é o ensinamento estelar, que em pesar as distâncias entre as estrelas, a nós parecem estarem próximas, porém nós, insignificantes que somos, juntos e amontoados num único planeta que aparentemente deveríamos viver juntos, na verdade se vive a mais completa solidão apesar de toda forma de união que se possa pensar.

Se a vida fosse um livro seria um capítulo longo e único. A pergunta seria sempre: onde começou, ou como teria começado o livro, ou, teria fim a obra?

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