Páginas do infinito

Ler é muito importante e todos sabem disso. Creditar que é preciso ler muito, que ler todos os livros do mundo irá tornar você a pessoa mais inteligente do mundo já é algo que não pode suceder.

Procure ler pouco, mas tirar o máximo de informação possível do livro. Pra quê?, muitos perguntariam, pra saber que um livro não se esgota com sua última página, numa única leitura. A última página de um livro seria uma espécie de “retorno de Saturno“, se é que posso fazer essa comparação.

Abrir um livro e começar a lê-lo é como abrir as portas de um templo sagrado só nosso.

Ler bem é aproveitar o máximo de informação que um livro pode oferecer e que também tenhamos capacidade de percebê-la. Ao longo da vida um livro também cresce conosco. Um livro significa vários pontos de vista de uma única pessoa, imagine quantos pontos de vista podem ter mais de sete bilhões de pessoas!

Ler é fazer uma pausa na realidade.

As vezes não é preciso lermos tudo. O que certamente pode ser necessário é encontrar o livro, o amor, que mudará pra sempre as nossas vidas. Nem sempre muito é mais, só algumas teorias bastam pra mudarmos a maneira como pensamos, ou, até mesmo quem sabe, mudarmos o nosso pensar.

Busque o livro em que você se encontre e que você possa mostrar pro mundo que o caminho da felicidade existe e está em cada página das nossas vidas. Nossas vidas, nossos livros.

Enfim, posso terminar fazendo a seguinte pergunta: vocês acham mesmo que só falei de livros?

Seja num ambiente interno …

… ou ar livre …

… um sentimento nos envolve e nos protege …

…e se encontra acima e além de qualquer nosso entendimento …

 

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O alvo

Hoje resolvi que queria escrever e passar as minhas ideias para o branco. Ao passar minhas ideias em branco percebi que era como uma doação: a luz de meus pensamentos estaria sendo dada para a luz alva do papel.

Comecei a escrever. Escrevia palavras e elas também me diziam coisas, conversavam comigo, perguntavam sobre mim, sobre como me sentia, como estava levando a vida e, enfim, percebi que eram palavras gentis.

Percebi que sempre o branco estava no lugar de minhas ideias não porque eu estava sem, mas a minha mente estava pronta para ser preenchida com as palavras que o mundo poderia escrever sobre mim.

Dessa forma, o mundo conversaria consigo e se reconheceria em mim. Sons e palavras não são o mundo. Mas eu posso dizer que o mundo é paz, a junção das ideias de todas as cores. E nesse mundo colorido de paz que me inscrevo, pois minhas palavras são pinturas que ainda esperam ser traduzidas por um mundo que ainda não encontrou meios para expressar-se, claro, branco, puro, visto que o misturado é união, como um papel em ideias.