A inteligência natural

Muito se fala sobre a inteligência artificial e a inteligência humana parece ficar esquecida quando esse assunto surge.

A inteligência natural é o resultado de séculos de existência humana no planeta terra e o cérebro humano teve que sofrer ajustes para não sofrer a extinção.

A inteligência artificial seria fruto de resultados baseados em bases matemáticas e estatísticas moldadas com estruturas biológicas neuronais rígidas levadas as últimas consequências da perfeição.

Não se sabe se o artificial dominaria o natural. Quem venceria: o instinto humano de pensar ou as bases biológicas baseadas em programação computadorizas?

Observação: este post estará em constante construção.

Indicado para sobreviventes do mundo

Nunca escreva sobre o amor, viva-o. Não percam tempo em morrer de amor, pois isso não existe. O amor é como o alimento e a beleza que vem da terra, alimenta, sustenta e encanta por que veio de muito longe, não do sol, mas do amor de deus.

Nunca digas nunca, diga duas vezes para que a impossibilidade se duplique até as últimas consequências do infinito.

Nunca digas que amas, mas sim que você foi arrancado de suas raízes para embelezar e perfumar outros ambientes que necessitavam de sua presença.

Aconteça o que acontecer tudo ocorre por amor e por ele você há de sobreviver.

Todos os caminhos levam até o amor, a dor, a alegria são desses caminhos, que só os aventureiros conseguem sobreviver.

À vida o amor, ao amor, os sobreviventes.

O deserto povoado: o dia

Sabe as coisas são espelhos … As estrelas, espelhos de nós, nós espelhos do universo …

A paisagem agora aparentemente não é variada em cor, as cores que surgem são cinzas como se não pudesse existir cor onde não há vida.

Ainda assim é preciso restaurar as cores, se o céu noturno brilha constante e além, aqui na paisagem onde a solidão é de quem nela vive e não dela, tudo pode ser considerado pura monotonia ou um convite a sermos criativos, a sermos humanos, resilientes para a construção de um mundo que não nos acompanha e nos abandona, nós somos a paisagem no caminho solitário daqueles que não querem nos perceber, nem ser conosco a variada maravilha de ser junto, esse é o ensinamento estelar, que em pesar as distâncias entre as estrelas, a nós parecem estarem próximas, porém nós, insignificantes que somos, juntos e amontoados num único planeta que aparentemente deveríamos viver juntos, na verdade se vive a mais completa solidão apesar de toda forma de união que se possa pensar.

Se a vida fosse um livro seria um capítulo longo e único. A pergunta seria sempre: onde começou, ou como teria começado o livro, ou, teria fim a obra?

O deserto povoado: noite

A noite segue seu curso como as estrelas no céu. Conforme passa o tempo outro momento próximo está perto de acontecer.

As estrelas e a vida são parecidas, brilham, apesar de não estarem mais ali? Como viver e deixar sua marca? Em forma de luz na aparente escuridão da existência fria como esta noite solitária a não sei quantos metros de altura.

A vida é algo assim mesmo, uma noite que iluminamos com a nossa existência e que irá ficar gravada num espaço específico e ainda incompreendido por muitos.

A noite é fria, lá embaixo penso ver sempre, vez ou outra, pequenos grupos de pessoas, como se estivessem paradas, mas são apenas pedras. São apenas pedras e elas, ali, naquela imensidão de vazios, me comunicam muito mais do que qualquer ser vivo poderia me falar, as montanhas me mostram que há dois caminhos a percorrer, um deles é a própria existência e o outro, o céu.

O frio intenso da noite é terrível, mas devo ficar acordado assistindo a história das estrelas para que eu não adormeça e vire apenas um conto do tipo “era uma vez …”.

O deserto povoado

As vezes a solidão é algo necessário para que busquemos o próximo.

Faz dias que comecei a caminhar aqui no deserto do Chile. O vento está muito forte e frio. Já vi miragens que pareciam grupos de pessoas caminhando e, quanto mais me aproximava, constatava que era apenas mais algum tipo de barranco ou duna no caminho.

As vezes me esqueço que estou só e a natureza me lembra que sou só eu e ela. As vezes a solidão me lembra da natureza e de que a solidão não é a natureza humana.

Teve alguns momentos em que eu olhava em volta, pra trás, ficava assim por muito tempo … e aos poucos jurava que alguém me acompanhava ou seguia … era o caminho, o caminhante e o caminho andam juntos …

Agora está perto do anoitecer e está frio, mas não venta. Não há ninguém, nenhum lampejo de vida, só eu, então há vida, eu posso constatar, mas por outro lado constatar pra quem? Não há ninguém que possa constatar que constatei …

A noite chegou e estou tremendo de frio … está totalmente escuro e venta muito forte, estou quase adormecendo … momentos atrás quase fechei os olhos pra dormir, e pensei ter visto um vulto com formas femininas, acho que deve ser melhor dormir, amanhã será mais um dia …

Outros

Somos muitas coisas. Somos felizes, tristes, verdadeiros, falsos, etc. Somos em apenas uma personalidade muitas outras. Nunca somos os mesmos a cada instante que passa, pois a natureza do que somos é inconstante.

Permanecemos crendo que o que somos é parte de uma unidade e, provavelmente aquele que assim pensa age como sendo uma mula. Coitada da mula, pois ela também é múltipla e complexa.

Os outros se esquecem de que os outros não são só os outros porque os outros também somos nós e nós também somos outros desdobramentos de nós mesmos.

As múltiplas personalidades seriam as representações que fazemos ao atuarmos nos vários palcos da vida social. Péssimos atores que somos, nós seres humanos tendemos a pôr tudo de verdade nas nossas interpretações, ou seja, quero dizer com isso que até nas situações sociais somos tão verdadeiros no agir que uma multidão seria o mesmo que um monte de gente, uma massa de seres iguais e monotonos.

Outra coisa é atribuir histórias e identidades a cada personalidade, uma forma esquizoide de personalidade pode ser perigosa somente se em uma única pessoa se encontrarem dois tipos diferentes de personalidade.

Podemos observar na literatura uma vasta gama de personalidades que vão desde o normal até o mais incrível. Nos próximos posts falarei mais sobre a personalidade de personalidades famosas com ou sem personalidade.

A cognição e a precognição

A cognição sendo aquele conceito que pode ser entendido como o ato de conhecer, ainda que não saibamos como sabemos que sabemos, é pura e simplesmente o ato de tornar-se diferente de si, porquanto não somos os mesmos mesmo estando inertes, quando estamos na posição ativa de buscar o conhecimento já nos tornamos outro ser diferente do que éramos antes da atitude de pensar em tomar a atitude de conhecer, estudar; enfim, agir. A inteligência nos impõe a ação e a ação a nos modificarmos.

A precognição pode ser compreendida como saber que somos fruto de mais de dezesseis bilhões de anos no universo. O que torna a busca por vida inteligente no universo interessante é o conceito de Deus e o de big bang.

Antes do big bang outros conceitos existiam. Para que algo exista é preciso uma dimensão para que um ser exista. Por esse pensamento poderíamos ser levados a crer na existência de locais anteriores a existência do que chamamos deus.

Um local ou dimensão? Não importa. O importante é que se saiba que não há o contínuo do espaço e tempo com o seu conceito de passado. O que há é a unicidade. O que foi explosão hoje é construção e afastamento de galáxias e estrelas. O passado e o presente estão no céu e, se olharmos bem, até em nós mesmos.